A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) afirmou nesta quarta-feira (4) que a inflação dos produtos alimentares no Brasil apresentou um aumento de 0,2% no mês de setembro. Apesar da elevação da taxa, valor deve ser visto com cautela, pois não indica um encarecimento de todos os gêneros alimentícios. Na América Latina e no Caribe, a inflação chegou a 0,5%, índice que representa aumento de 0,1% em relação a agosto.

De acordo com novo relatório da FAO sobre os preços dos produtos alimentares na região, a inflação dos alimentos brasileira atingiu 0,2% em setembro, o que representa um retorno da subida dos preços, uma vez que, no mês anterior, o índice registrado foi nulo.

O aumento ponderado, porém, não afetou todos os produtos. Os preços da cebola, do tomate e da cenoura, por exemplo, tiveram queda de 18,9%, 13,9% e 10%, respectivamente. Já a carne seca e de sol, o pescado e a batata inglesa apresentaram altas correspondentes a 2%, 1,7% e 7,3%, segundo a FAO. No acumulado do ano, a inflação dos alimentos já atingiu 10%. A taxa considerada para os produtos em geral é estimada em 9,5%.

Assim como o Brasil, Colômbia, Bolívia e Equador também viram os índices dos preços dos seus alimentos aumentar em setembro. Já o Paraguai e o Peru apresentaram quedas que resultaram em taxas de inflação negativas. Argentina, Chile e Uruguai também tiveram retração em seus indicadores, mas estes continuam positivos, o que indica uma elevação contínua dos preços.