A França tem mostrado sucesso na integração de fatores sustentáveis em sua arquitetura financeira. O novo relatório divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta segunda-feira (23) mostra como o país, que acolherá a Cúpula do Clima (COP21) no final do mês, envolveu atores públicos e privados ao longo das últimas duas décadas para introduzir medidas pioneiras relacionadas ao clima.

“A França é parte de um crescente catálogo de exemplos ao redor do mundo onde a sustentabilidade tem sido incorporada por tomadores de decisão do setor público e privado. Esta mudança nas considerações financeiras é um elemento de ambição coletiva que estamos vendo em todos os cantos a favor de um futuro sustentável. Mais do que isso, ela demonstra um impulso acelerado em direção à sustentabilidade que teremos que ampliar em Paris para combater a mudança do clima.

O estudo é a primeira análise profunda sobre como as questões ambientais estão cada vez mais permeando o sistema financeiro da França. O texto destaca a liderança do país na promoção da integração de sustentabilidade e fatores climáticos em decisões de caráter financeiro. Esta preocupação se transformou recentemente em medidas de informação e avaliação de risco sobre o clima– notadamente o Artigo 173 – adotado como parte da Lei de 2015 sobre a Transição de Energia para o Crescimento Verde.

Nick Robins, codiretor do estudo do PNUMA, disse: “Este novo relatório sobre a França adiciona à investigação uma análise em profundidade sobre as ações que os países ao redor do mundo tem tomado para alinhar os seus sistemas financeiros com o desenvolvimento sustentável. Ele mostra como o mercado e a inovação de políticas podem unir-se para aprimorar a performance e a resiliência do sistema financeiro.”

O modelo político e regulatório é um apenas um dos elementos que contribuem para tornar o Sistema Financeiro da França mais verde. O relatório identifica um vasto “ecossistema” de atores comerciais, públicos e sem fins lucrativos que vêm exercendo um papel essencial para a articulação de questões sustentáveis pelo sistema financeiro.