Neste sábado, dia 28 de novembro, será realizado o Mega Plantio no entorno da barragem do Rio Capivari-Mirim. O evento, promovido pela Prefeitura e pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) teve adesão de mais de 12 mil voluntários entre estudantes e docentes de escolas estaduais, faculdades, integrantes de clubes de serviço e de associações. “A barragem, além de garantir água para a população pelas próximas duas décadas será um espaço de lazer e de promoção do respeito e cuidado com o meio ambiente. E neste sentido, nossa primeira ação é o Mega Plantio que já está envolvendo a comunidade”, comenta o prefeito de Indaiatuba e Presidente do Consórcio PCJ, Reinaldo Nogueira.
Para atender a todos, foi criada uma logística que conta com mais de 200 ônibus e o apoio da Guarda Civil, das secretarias de Obras, Educação, Saúde, Governo, Urbanismo e Meio Ambiente, da Fiec (Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura), do Corpo de Bombeiros, entre outros.

O setor privado também tem participado ativamente. Empresas como John Deere, Toyota (através da Fundação Toyota do Brasil), Nutriplus, Cover Light e Corpus patrocinam o evento. “Vamos mobilizar a cidade para esse mega plantio, em uma ação histórica, que vai garantir a integridade de todo o ecossistema daquela região. É um evento muito importante para o meio ambiente, importância reforçada pela participação da sociedade. Desta forma, Indaiatuba reafirma seu papel como uma cidade preocupada com o meio ambiente”, diz o superintendente do Saae, o engenheiro agrônomo, Nilson Alcides Gaspar.

Os voluntários do Mega Plantio plantarão, simultaneamente, 110 mil mudas de árvores num curto período. Além de ser um feito histórico, a iniciativa visa a formação da mata ciliar no entorno do rio Capivari-Mirim, para a proteção do manancial e conservação da fauna e flora da região.

São 125 espécies nativas aprovadas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) que terão seu desenvolvimento acompanhado pelo Saae, para garantir seu desenvolvimento saudável.

A organização orienta que os participantes busquem informações com os seus coordenadores, professores e líderes e que vistam roupas confortáveis, apropriadas para trabalhos ao ar livre.

Todas as mudas recebem a atenção necessária e após o plantio serão acompanhadas e cuidados por funcionários que trabalham na barragem.

BREVE HISTÓRICO

Os primeiros encontros para tratar da barragem aconteceram no ano de 2004, no segundo mandato do prefeito Reinaldo Nogueira. Proprietários de terras na localidade onde a barragem seria construída foram chamadas para discutir a necessidade da obra. O Projeto Executivo foi elaborado em 2006 e em 2007 o deputado Federal e líder da bancada paulista na Câmara Federal Milton Monti (PR) e então deputado Federal Reinaldo Nogueira conquistam junto à Funasa (Fundação Nacional de Saúde) verba a fundo perdido (sem a necessidade de o município devolver o dinheiro) de R$ 12,3 milhões.

“Começamos a planejar o futuro do abastecimento da cidade há mais de dez anos, muito antes de se falar em crise hídrica. Indaiatuba, mais uma vez saiu na frente. Realizamos reuniões e trabalhamos muito. Houve quem dissesse que a cidade não conseguiria executar um projeto tão grande como esse. Não desanimamos e toda nossa equipe se empenhou muito. Hoje já vemos o resultado, a barragem está praticamente concluída e, além disso, vamos fazer ali um novo Parque Ecológico para o lazer das famílias e também para a promoção do respeito e cuidado com o meio ambiente”, explica Reinaldo Nogueira.

Em 2007 o convênio com a Funasa foi assinado e em 2008 teve início as aquisições de terras para a realização dos trabalhos. Em 2009 o deputado Estadual Rogério Nogueira contribuiu para agilizar processos que tramitavam no Governo do Estado. Em 2011, o projeto estava parado por falta de envio de documentações. O novo superintendente, Nilson Gaspar, fez os encaminhamentos necessários e desemperrou as desapropriações. “Conversamos com os proprietários e demonstramos a importância da iniciativa. Eles compreenderam, e a partir daí passaram a colaborar com a gente”, explica Gaspar. As maiores faixas de terra foram desapropriadas sem nenhum custo para o Saae. Apenas as menores precisaram ser adquiridas pelo município.

Em 21 de dezembro de 2011 saíram a outorga do barramento e a licença de instalação da Cetesb. A ordem de serviço para a obra foi dada em 3 de julho de 2013.

“Importante agradecer todos os funcionários do Saae pelo empenho e dedicação, pois essa não é uma obra que se faz sozinho. A barragem só se tornou uma realidade devido a um grande trabalho de equipe. Não seria possível uma só pessoa tocar esse projeto e obter sucesso. É necessário agradecer aos parceiros políticos e aos deputados Rogério Nogueira e Milton Monti, que também acreditaram nessa iniciativa”, comenta o prefeito e presidente do Consórcio PCJ, Reinaldo Nogueira.

Linha do tempo

Acompanhe as datas das principais ações para a construção da barragem do Rio Capivari-Mirim:

2004 – As primeiras reuniões acontecem em 2004 na sala do prefeito Reinaldo Nogueira, com a presença de proprietários dos terrenos onde a barragem seria construída. O superintendente à época é o engenheiro Pedro Claudio Salla

2006 – Elaboração do Projeto Executivo

2007 – O prefeito Reinaldo Nogueira exerce mandato de deputado Federal. Ele e o deputado Milton Monti conquistam uma emenda de bancada garantindo a verba para a barragem do Rio Capivari-Mirim

2007 – Assinatura de Convênio com a Funasa no valor de R$ 12,3 milhões a fundo perdido

2008 – Início das desapropriações

2009 – Com ajuda do deputado Estadual Rogério Nogueira foi agilizado todo o processo para o início das obras da barragem

2010 – Serviços de Licenciamento para Autorização de Intervenção em área de APP (Área de Proteção Permanente)

2011 – O engenheiro agrônomo Nilson Alcides Gaspar, assume o Saae, e é dada a entrada para as licenças ambientais. Gaspar tocou definitivamente o projeto, que estava parado por falta de envio de documentações e projetos

2011 – Publicação da outorga do Barramento

2011 – Obtenção da licença de Instalação da Cetesb

2011 – As desapropriações maiores, o Gaspar conseguiu que os proprietários fizessem a doação, portanto sem custos para o Saae. Houve custo apenas com os menores.

2012 – Aprovação da Adequação do Projeto Executivo pela Funasa

2012 – Prorrogação do Convênio com a Funasa

2013 – Realização da primeira campanha do monitoramento da ictiofauna

2013 – Ordem de serviço para início das obras da barragem

2015 – Mega plantio de 110 mil mudas de árvores nativas no entorno da barragem

 

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Foto: Giuliano Miranda – DCS Saae

Texto: Marco Matos – DCS Saae/ Lincoln Franco – PMI