O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, marcou na última sexta-feira (4) o Dia Mundial dos Solos e o final do Ano Internacional dedicado a esta questão com um apelo: inverter a atual taxa de degradação como consequência da expansão das cidades, do desmatamento, uso insustentável de terrenos e práticas de gestão, poluição, sobrepastoreio e mudanças climáticas.

A Assembleia Geral da ONU declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos com o objetivo de despertar consciência plena por parte da sociedade civil e dos dirigentes sobre as principais funções dos solos na vida humana. Outro propósito do Ano foi adquirir reconhecimento pelas contribuições proeminentes do solo para a segurança alimentar, adaptação às mudanças climáticas e mitigação, serviços essenciais do ecossistema, redução da pobreza e desenvolvimento sustentável.

Destacando a estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de que 33% dos solos do mundo já estão degradados, Ban afirmou que o desafio diante da sociedade é evidente e que essa tendência deve ser “invertida por meio de práticas de gestão sustentável do solo”.

Segundo a FAO, a demanda por alimento e fibras por parte da população em crescimento deve aumentar em 60% até 2050.

O escritório da agência da ONU em Roma, Itália, comemorou o Dia do Solo e marcou o final do Ano Internacional do Solo na sexta-feira (4) com o lançamento do Relatório do Estado dos Recursos do Solo Mundial.