Técnica amplamente usada em hospitais começa a ser empregada em outros ambientes

A sanitização profunda de ambientes, que até há pouco era uma prática utilizada apenas por hospitais – em especial nas UTIs e salas de cirurgia – ou em espaços com alto risco de contaminação por microrganismos, tem ganhado novas e múltiplas aplicações no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Essa sanitização vem sendo largamente empregada agora em ambientes industriais, empresariais e em residências. Em alguns municípios o seu uso já é obrigatório em hotéis que permanecem abertos e há propostas de que seja obrigatório também em escolas, com a volta às aulas e no pós-pandemia.

A sanitização é feita com a nebulização de produtos específicos nos ambientes e superfícies, com o objetivo de eliminar vírus, fungos e bactérias. Alguns desses produtos têm a capacidade de permanecer ativos por vários dias nas superfícies, impedindo que elas sejam novamente contaminadas após a nebulização.

Testes laboratoriais comprovam que alguns destes produtos são capazes de eliminar dos ambientes até 99,99% dos microrganismos causadores de doenças, entre eles o coronavírus. Um dos produtos, amplamente utilizado há mais de 10 anos em hospitais de São Paulo, é composto por Dióxido de Cloro e Quartenário de Amônia, autorizado pela Anvisa e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

“Esse produto, embora permaneça ativo sobre as superfícies por 12 dias, não gera resíduos, não tem cheiro, não mancha superfícies, não causa qualquer tipo de alergia e não é prejudicial ao ser humano e ao meio ambiente”, explica Carlos Eduardo Duzzi, da Carpetex Limpadora, que realiza o serviço de sanitização em Americana e região.

 

RECANTOS_DA_TERRA_ JULHO_2020-4_page-0001