Cooperativa inicia produção de tijolos com solo-cimento
A Braço Forte, empreendimento inédito no país, busca também a sustentabilidade na construção civil
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A Cooperativa de Trabalho Braço Forte - Engenharia, Arquitetura, Urbanismo e Construção, criada em Americana com características inéditas no Brasil, acaba de ampliar seu raio de ação com a aquisição de duas máquinas para fabricar tijolos de solo-cimento. Uma delas é manual, a outra semiautomática e serão operadas pelos cooperados do empreendimento.

O tijolo de solo-cimento é obtido a partir da mistura de partes proporcionais de solo, cimento e água que, após um processo de “cura” endurece ganhando consistência e durabilidade para aplicação em várias obras. O uso deste tipo de material vem desde, aproximadamente, 1948 e é uma evolução das construções de taipa e adobe. 

Como aproveita materiais locais, o solo-cimento, além do baixo custo, é um modelo altamente sustentável. O manejo e emprego deste tipo de material, é similar aos convencionais.


A BRAÇO FORTE

A Cooperativa de Trabalho Braço Forte, embora com forte presença em Americana e região, tem também atuação nacional. Ela foi oficialmente fundada em 25 de fevereiro de 2012, depois de um longo processo jurídico. Como ela reúne profissionais de todas as áreas da construção civil, apresenta um modelo que não estava previsto na legislação nacional de cooperativas. A legislação prevê que as cooperativas devem ser forma- das apenas por profissionais de uma mesma categoria. 

“Foi um longo processo, um esforço coletivo, que agora permite o compartilhamento de conhecimento entre as categorias, o que permite prestar serviços com maior qualidade e também a criação de melhores condições de trabalho e de vida para os cooperados”, afirma o arquiteto Victor Chinaglia, um dos fundadores e dirigente da cooperativa.

A Braço Forte trabalha hoje com projetos de loteamentos e regularização fundiária, projetos de habitações unifamiliares e coletivas. “Fazemos a entrega completa, atuando em todo o processo, do início à ocupação do imóvel”, explica Chinaglia.

O olhar sustentável da cooperativa não é novo. Antes do solo-cimento, os profissionais já incorporaram estruturas tendo o bambu como matéria prima e mobiliário com reutilização de madeiras que seriam descartadas, entre outras práticas.

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