Combate ao feminicídio tem importância dobrada na pandemia
Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos divulga vídeo da Campanha #Rompa produzido pelo Tribunal de Justiça e Associação de Magistrados
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A SASDH (Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos) da Prefeitura de Americana divulgou um vídeo com orientações à população sobre o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. A iniciativa faz parte da Campanha #Rompa, lançada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em parceria com a Associação Paulista de Magistrados e apoio dos municípios. O vídeo tem informações e orientações sobre os tipos de violência e como procurar ajuda.

“O objetivo é divulgar e mobilizar o maior número possível de pessoas sobre violência contra a mulher, os direitos, situações de violência, orientações e apoio para que possamos romper o ciclo de violência e o feminicídio. Americana está junto nesta campanha. O isolamento social devi- do à Covid-19 aproximou o agressor das vítimas, sejam mulheres, crianças e adolescentes resultando no aumento de registros de violência doméstica durante a pandemia. O vídeo é uma das ações desta campanha”, disse a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Juliani Hellen Munhoz Fernandes, que também participa do vídeo assim como representantes de vários órgãos de defesa mulher.

O juiz de Direito da Vara do Júri, da Infância e Juventude e de Execuções Criminais, Wendell Lopes Barbosa de Souza, está à frente da campanha de combate à violência contra a mulher em Americana, com iniciativas de unir esforços de vários órgãos para mobilizar a sociedade.

Este ano, a secretária Juliani e o juiz Wendell se reuniram para discutir sobre o apoio à Campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica e Familiar, lançada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

NA PANDEMIA

Já em 2020, ainda no começo da pandemia, quando os primeiros países começaram o isolamento, a ONU Mulheres lançou um alerta mundial, advertindo autoridades políticas, sanitárias e organizações sociais sobre a forma como a pandemia da Covid-19 e o isolamento social afetariam especialmente as mulheres.

E isso não só pela sobrecarga de trabalho como pelo incremento dos índices de violência doméstica e diminuição de acesso a serviços de atendimento.

No Brasil, segundo o último rela- tório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2020, os casos de feminicídio aumentaram 22% durante a pandemia.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE em 2020, apontou que cerca de sete milhões de mulheres deixaram seus postos de trabalho no início da pandemia, dois milhões a mais do que o número de homens na mesma situação.

“O documento da ONU aponta que, na história da humanidade, toda crise social atingiu com mais intensidade as mulheres”, observa Simone Mainieri Paulon, psicóloga, professora e coordenadora do Pro- grama de Pós-Graduação em Psicologia Social da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em entrevista ao site de divulgação científica www.comciencia.br.

Pesquisa recente realizada pelas entidades Gênero e Número e Sempre Viva Organização Feminista, e disponibilizada em www.mulheres- napandemia.sof.org.br, mostra que 50% das mulheres brasileiras também passaram a cuidar de pelo me- nos mais uma pessoa na pandemia.

E 72% delas, que já cuidavam de crianças ou idosos, afirmaram que a necessidade de monitoramento ou companhia aumentou consideravelmente na pandemia. E 40% apontaram que a pandemia colocou em risco a sustentação da casa, enquanto 8,4% sofreram também alguma forma de violência doméstica durante o período.


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