Lixo, esgoto aberto e excesso de aguapés ameaçam represa
Duas expedições percorreram a Salto Grande, de Paulínia até as comportas da barragem
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Excesso de aguapés e capim nas águas e nas margens, entulho e lixo de todo o tipo boiando, esgoto lançado diretamente nas águas e despejo irregular por todos os lados colocam a Represa do Salto Grande em um novo patamar de contaminação e riscos. 

Essas constatações foram feitas em duas expedições que percorreram toda a extensão do Rio Atibaia em suas águas navegáveis de Americana até Paulínia e chegando também até as comportas da represa. 

As expedições, organizadas pelo vereador de Americana Daniel Martins Cardoso, o Dr. Daniel (PDT), já deram a origem a uma série de requerimentos legislativos e ofícios que vêm sendo encaminhados para a Secretaria de Meio Ambiente, para a prefeitura, para a CPFL – responsável pela represa – e que darão suporte a denúncias que o mandato do vereador vai encaminhar ao Ministério Público do Meio Ambiente. 

A documentação, lembra Dr. Daniel, está fortemente ancorada em um grande número de fotos e vídeos feitos por Cleber Ferreira, profissional da área e que participou das duas navegações. “Além do crime de despejo irregular, e do excesso de aguapés e capim vimos ali tudo o que você pode imaginar de lixo: garrafas pet, tambores, lixo doméstico e entulho de todo tipo”, relata o assessor para questões ambientais do vereador e dirigente do grupo “Amigos da Represa do Salto Grande”, Marcelo Masóca, que também acompanhou as expedições. 

O excesso de aguapés que ocupam até a beirada das comportas, na opinião do vereador e de Masóca, mostra que a CPFL, embora não tenha parado as retiradas, está fazendo “um trabalho de formiguinha”, ou seja, “não contendo a proliferação exagerada das plantas como deveria”. 

“Estamos questionando a prefeitura sobre a concessão e sobre quais medidas serão tomadas para reverter essa situação dramática na Salto Grande. A sociedade de Americana precisa saber o que realmente está sendo feito, o que está sendo retirado realmente das águas. Estamos falando de um dos maiores patrimônios ambientais da cidade e da região”, afirma Masóca. 

Outro ponto de destaque na expedição foi a coleta da água para aferir posteriormente a sua qualidade. “Tudo começa com o saneamento básico e não há dúvidas que a água de má qualidade vai adoecer a população, se já não está adoecendo”, avalia.

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