Comércio exterior movimenta US$ 419 milhões e coloca Sumaré entre as maiores economias industriais da RMC
Sumaré registrou US$ 122,7 milhões em exportações e US$ 297,2 milhões em importações
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O município de Sumaré segue consolidando sua posição entre as principais economias industriais da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e do Estado de São Paulo. Dados do relatório técnico elaborado pelo Departamento de Economia da Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico apontam que o comércio exterior da cidade movimentou aproximadamente US$ 419,9 milhões no acumulado do primeiro quadrimestre de 2026.


O levantamento, elaborado com base em informações do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços – Comex Vis, mostra que, entre janeiro e abril de 2026, Sumaré registrou US$ 122,7 milhões em exportações e US$ 297,2 milhões em importações, demonstrando forte integração às cadeias globais de produção, abastecimento e transformação industrial.


Segundo a administração, mesmo diante de um cenário internacional marcado por instabilidades geopolíticas, tensões comerciais e oscilações econômicas, o município manteve desempenho expressivo, reforçando sua relevância estratégica na economia regional e nacional.


Os dados, de acordo com a pasta, também evidenciam a força econômica da própria Região Metropolitana de Campinas, que movimentou cerca de US$ 7,5 bilhões em comércio exterior no período, volume superior ao registrado por diversos estados brasileiros. O resultado demonstra a robustez industrial, tecnológica e logística da região campineira.


No ranking regional, Sumaré ocupa a 6ª colocação entre os 20 municípios da RMC em exportações. Já no cenário estadual, o município alcançou a 39ª posição entre os 645 municípios paulistas, além da 177ª colocação no ranking nacional de exportações.


Entre os principais produtos exportados por Sumaré destacaram-se os segmentos siderúrgico, químico e de transformação industrial. O setor siderúrgico liderou a pauta exportadora, com movimentação de US$ 40,61 milhões, representando 33,1% das exportações totais. Também tiveram participação relevante produtos como tintas e vernizes, biodiesel, barras e fios de níquel, produtos químicos, peças automotivas e materiais industriais de elevado valor agregado.


Os principais destinos das exportações foram Argentina, Países Baixos (Holanda), Suíça, Estados Unidos, China, Israel e Índia, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores e a competitividade internacional das empresas instaladas em Sumaré.


No campo das importações, o município apresentou forte concentração em produtos químicos, industriais e tecnológicos. O principal item importado foi o segmento de inseticidas, fungicidas e defensivos agrícolas, responsável por US$ 126,14 milhões, equivalente a 42,4% da pauta importadora. Também tiveram destaque produtos químicos, níquel em forma bruta, resinas industriais, máquinas, equipamentos, peças automotivas e instrumentos hospitalares.


Os principais países fornecedores de Sumaré foram Índia, China, Estados Unidos, Alemanha, Noruega e Colômbia, evidenciando o elevado nível de internacionalização das cadeias produtivas locais.


O relatório técnico também analisou os impactos das tensões geopolíticas internacionais sobre o comércio exterior municipal. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros provocaram retração acumulada de 37,75% nas exportações de Sumaré para o mercado norte-americano entre agosto de 2025 e abril de 2026, afetando principalmente segmentos industriais mais dependentes daquele mercado.


Outro ponto abordado foi o reflexo das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã sobre o comércio exterior com países do Golfo Pérsico. Embora o volume de negócios seja relativamente pequeno, o estudo identificou retração das exportações para Emirados Árabes Unidos e Iraque, demonstrando os efeitos indiretos das instabilidades internacionais sobre economias integradas ao comércio global.

O prefeito Henrique do Paraíso destacou que os números reforçam a força econômica do município e sua capacidade de atração de investimentos industriais. “Sumaré consolida-se cada vez mais como uma das principais economias industriais da Região Metropolitana de Campinas. Mesmo diante de um cenário internacional desafiador, o município mantém forte presença no comércio exterior, demonstrando competitividade, robustez econômica e elevada capacidade produtiva”, afirmou.


O vice-prefeito e secretário de Governo, Andre da Farmácia, ressaltou a importância estratégica da localização do município para o desenvolvimento econômico. “A posição geográfica privilegiada de Sumaré, próxima aos principais corredores logísticos do Estado de São Paulo, associada à força do nosso parque industrial, permite que o município continue atraindo empresas, ampliando investimentos e fortalecendo sua inserção no mercado internacional”, destacou.


Já o secretário do Trabalho, Emprego, Geração de Renda e Desenvolvimento Econômico, Ed Carlo Michelin, enfatizou que os resultados demonstram o elevado nível de maturidade econômica e internacionalização das empresas locais. “Os dados do comércio exterior confirmam a elevada integração de Sumaré às cadeias globais de produção. O município possui empresas altamente competitivas, com forte presença internacional e capacidade de geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico sustentável”, ressaltou.


O relatório também destaca que o elevado volume de importações registrado por Sumaré e pela Região Metropolitana de Campinas possui caráter estrutural e está diretamente ligado ao alto grau de industrialização da região. Diferentemente de economias voltadas predominantemente à exportação de produtos primários, a RMC concentra importantes complexos industriais, tecnológicos, farmacêuticos, químicos, automotivos, metalomecânicos e de transformação industrial, setores que dependem fortemente da importação de matérias-primas, equipamentos, componentes eletrônicos e insumos de alta tecnologia.


Segundo a análise técnica, grande parte dessas importações não representa fragilidade econômica, mas sim a intensa atividade industrial e a elevada integração da região às cadeias globais de produção. Em muitos casos, os produtos importados passam por processos industriais de transformação e agregação de valor, gerando empregos, renda, arrecadação tributária e fortalecimento da economia regional.

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