Consciência política e pragmatismo
“É na esfera regional que a vida acontece: é onde o asfalto termina, onde o hospital atende e onde a escola funciona...”
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Por Orestes Camargo Neves

Em um sistema presidencialista, como o nosso, o eleitor tem maior foco no voto para o Poder Executivo do que no voto dos representantes do Legislativo! Afinal, a exposição pública e midiática de presidentes, governadores e prefeitos é sempre maior que a de senadores, deputados e vereadores! A carência percebida pelo cidadão, invariavelmente, torna o ocupante da cadeira executiva como o “responsável” por isso. A verdade é que a Constituição de 1988, na prática, tirou muito do poder discricionário do Executivo. 


A fraqueza e a omissão de alguns presidentes acabou por dar aos legisladores ferramentas que os tornam “pequenos governantes”, seja pelas emendas impositivas ou pela dependência que o gestor tem de cada parlamentar. Gostemos ou não disso, esta é a realidade que está aí e que veio para ficar!

Com esse empoderamento dos parlamentares, na escolha de um deputado, o eleitor tem que ser mais seletiva, crítica e, principalmente, pragmática! O eleitor deve ter olhos mais objetivos, avaliando melhor quem é esse candidato que ele pretende colocar no parlamento e qual vai ser a retribuição que o eleito deve lhe proporcionar.


Isto posto, na hora de escolher o deputado que o representará, o eleitor deve ponderar se o seu candidato: sabe onde fica seu bairro; vai ter um escritório político na sua região; vai dar ao eleitor local condições de cobrar, dialogar e avaliar diretamente sua atuação; vai priorizar emendas para sua região; vai representar sua cidade quando ela precisar dele; vai defender os interesses que sustentam a economia da sua vizinhança; tem propostas para os gargalos logísticos ou sociais da sua microrregião;  vai estar na quermesse, na igreja, na entidade de sua cidade...


Nossa região, desde a década de 1970, sempre teve um ou mais representantes parlamentares e desmerecer o que a nossa região obteve com tal representatividade é mera questão de desinformação! Mas, há duas legislaturas, ficamos à mercê de batermos à porta de gabinetes, com o chapéu na mão. 


Em tempos de polarização ideológica e de construção de narrativas em redes sociais, esquecemos dos candidatos regionais para elegermos “campeões de votos” que, ao serem questionados sobre a possibilidade de enviar emendas à nossa região, respondem que, se forem atender a todos os municípios onde tiveram votos, eles “quebrariam o caixa do governo”...


Votar em candidatos da mesma região não é uma questão de bairrismo ou de egocentrismo, mas de eficiência democrática, pois quando o eleitor vota estrategicamente, ele transforma seu voto em instrumento de equilíbrio político! Pense nisso!



Movimento Gente Nossa Pela Nossa Gente


Movimento apartidário criado pela sociedade civil americanense, barbarense e novaodessense para resgatar o protagonismo político das três cidades, fazendo jus ao potencial produtivo e econômico da região.

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